domingo, 3 de janeiro de 2010

TAE anteriores - 2007

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vol. subsidiado pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia - Fundo de Apoio à Comunidade Científica

Preâmbulo




A SPAE continuou activa no ano de 2007 e divulgando as suas actividades no meio académico e fora dele.

No dia 18 de Abril realizou uma Assembleia Geral nas instalações do Centro Unesco do Porto, seguida de excelente conferência, aberta ao público, da Prof.ª Doutora Marina Lencastre (da Univ. Católica, Porto), sobre o seguinte e estimulante tema: “Do Comportamento Animal e Humano: Que Conclusões para a Antropologia?”. Ali acorreram sócios, estudantes, diverso público, que enriqueceram o debate que se seguiu.

Foi depois feita a apresentação do livro do Prof. Doutor Henrique Gomes de Araújo, vice-presidente da associação, intitulado “Nascimento, Sofrimento, Amor e Morte”, pela Prof.ª Doutora Paula Mota Santos, da Univ. Fernando Pessoa. Esta obra, editada pela SPAE com o apoio da Fundação Eng.º António de Almeida, teve uma tiragem limitada e destinou-se exclusivamente a ofertas. Como o leitor provavelmente já verificou, vem inserto no presente volume dos TAE um texto sobre o livro, da autoria do Prof. Doutor Paulo Castro Seixas (também da UFP).

De novo no mesmo espaço e com o mesmo apoio da Fundação Eng.º António de Almeida (que gere o Centro Unesco, e a quem uma vez mais agradecemos), esta associação leva a cabo outra conferência, desta vez a cargo da Doutora Luísa Pereira, do IPATIMUP, Porto, no dia 24 de Novembro de 2007, às 15 h.

Aquela colega aborda o tema: ” Genes e Artefactos na Evolução Humana”.

Nem tudo porém são boas notícias. Infelizmente, no momento em que escrevo, e tal como há um ano, tenho de referir que o espólio da associação continua empacotado em instalações da Universidade do Porto (R. D. Manuel II, Porto), graças a apoio prestado pela Reitoria nesse sentido, aguardando-se ainda da parte da mesma a indicação de uma solução para se poder dar melhor destino a publicações que podiam estar a ser utilizadas pelos leitores.

Segundo acordo estabelecido com a Universidade, todas as publicações datadas até aos anos 30 do séc. XX ficam em depósito na “biblioteca histórica” da UP, sita nas instalações da Praça Gomes Teixeira, onde agora se encontra a Reitoria. Quanto a obras mais recentes (publicações periódicas obtidas por intercâmbio) uma parte delas (da área da arqueologia) já se encontra há anos disponível (também a título de depósito) na Biblioteca Central da Faculdade de Letras da UP, através de protocolo em devido tempo assinado com o respectivo Conselho Directivo. Esperamos em breve alargar esse depósito, e portanto essa disponibilização de material de trabalho, a outros títulos.

Pedimos aos sócios que, para qualquer assunto, contactem a associação preferencialmente através do meu e-mail, indicado na ficha técnica da revista. É obviamente muito mais eficaz e prático o contacto por essa via do que pelo correio tradicional, o qual apenas (ou sobretudo) continuaremos a usar para envio da publicação aos sócios com as quotas em dia.

Entretanto, apareçam nas conferências e assembleias gerais, tragam novos sócios, contribuam para dinamizar uma entidade que, apesar de todas as dificuldades, é um dos poucos focos da “antropologia social e cultural” no Norte do país. Creio que, mais uma vez, o conteúdo deste volume o comprova. É o 20º tomo publicado na última década... quem repara nisto, na obra feita, no imenso esforço realizado, nas centenas de artigos publicados, e nos ajuda? Não esperamos elogios, mas condições mínimas de trabalho para continuar a servir o país e a editar textos importantes de muitos autores, uns jovens, outros já consagrados, nesta revista. Porém, ela não sobreviverá sem o apoio dos sócios. E recordamos que, pelos Estatutos, a SPAE apenas se compromete a enviar aos mesmos um “boletim”.

Vítor Oliveira Jorge
Porto, Novembro de 2007

TAE anteriores - 2008



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PREÂMBULO



A SPAE tem continuado a procurar ultrapassar um conjunto de condicionamentos logísticos (ausência de um espaço de sede e de um espaço de arrumo de publicações – dentro das instalações da Universidade do Porto a que, pela sua história está ligada – fundamentalmente) que tornam difíceis as suas actividades, problemas a que já fazia referencia nos preâmbulos dos volumes anteriores.

A extrema aceleração da vida, e a complexidade de tarefas que recaem – tal como sobre o conjunto dos cidadãos activos – sobre os “voluntários” que também se dedicam a este tipo de actividade não lucrativa – e no entanto tão importante social e culturalmente – não ajudam à manutenção do espírito de sacrifício que é necessário existir para que uma pequena associação persista; mas em nós esse estado de espírito não esmorece!

No dia 18 de Outubro de 2008 a SPAE realiza duas Assembleias Gerais, sendo uma delas eleitoral (corpos sociais para 2008-2010) nas instalações do Centro Unesco do Porto, seguida de conferência, aberta ao público, do signatário, sobre o seguinte tema: “Arquitecturas em terra do Sul de Marrocos: impressões de uma (breve) viagem”. Ali acorrerão de novo, segundo esperamos, sócios, estudantes, diverso público, por forma a enriquecer o debate que se seguirá, pois a conferência é, como sempre, aberta ao público.

Pedimos de novo aos sócios que, para qualquer assunto, contactem a associação preferencialmente através do meu e-mail, indicado na ficha técnica da revista.

É obviamente muito mais eficaz e prático o contacto por essa via do que pelo correio tradicional, o qual apenas (ou sobretudo) continuaremos a usar para envio da publicação aos sócios.


Vítor Oliveira Jorge


Porto, Setembro de 2008




Ficha de inscrição de sócio na SPAE

SPAE - Sócio nº _____


FICHA DE INSCRIÇÃO



Nome____________________

Morada __________________

Localidade_______Telefone________Telemóvel_____________

E-mail *_______

Instituição a que pertence_________________________________

Curriculum vitae abreviado (se desejar, pode anexar uma página A4)


Declaro conhecer os estatutos da SPAE e com eles me identificar.


Data__________________


Assinatura_______________________


Sócio admitido na reunião de direcção de ____/_______/______

O secretário da direcção__________________________________

O Presidente da direcção_________________________________


________________

* campo absolutamente indispensável para qualquer contacto


Nota:

A SPAE- Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia – tem a sua sede na Universidade do Porto (antigo edifício da Faculdade de Ciências) - Praça Gomes Teixeira - 4099-002 Porto – Portugal.

Encontra-se esse edifício há vários anos em remodelação, pelo que, a título obviamente transitório, a correspondência deve ser dirigida para o e-mail do actual presidente da direcção: vojorge@clix.pt, ou, por via postal, ao seu cuidado, para o seguinte endereço:

R. da Sociedade Nacional dos Fósforos, 202-5º-hab. 2 – 4150-037 Porto. Portugal

TAE 49 - índice

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PREÂMBULO


O QUE É O HOMEM? ANOTAÇÕES SOBRE A FRONTEIRA E OS LIMITES

DA HUMANIDADE, POR A. BRACINHA VIEIRA



REPRESENTAÇÕES OCIDENTAIS DA FAMÍLIA E DO PARENTESCO

DIVERSIDADE E VARIABILIDADE DOS TIPOS DE FAMÍLIA NAS

SOCIEDADES HUMANAS, POR ARMINDO DOS SANTOS



UMA PERSPECTIVA DO MORGADIO NO FEMININO EM PORTUGAL, POR

JUDITE MARIA NUNES ESTEVES



EL ARTE DEL ETNÓGRAFO. ALFRED MÉTRAUX Y LOS ˇ

CIPAYA DE CARANGAS DE 1930-1931, POR PABLO F. SENDÓN



VIVER COM LEÕES. A COEXISTÊNCIA ENTRE HUMANOS E

BIODIVERSIDADE NO W DO NÍGER. OS GOURMANTCHÉ, POR JOÃO

PEDRO GALHANO ALVES



O MUSEU DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA DO DOURO LITORAL:

ETNOGRAFIA E MUSEOLOGIA NA CONSTRUÇÃO DO DOURO LITORAL,

POR MARIA DO ROSÁRIO CORREIA PEREIRA PESTANA


FORMAÇÃO, CONHECIMENTO E PROFISSIONALIZAÇÃO: PERS-

PECTIVAS PARA A PRÓXIMA DÉCADA, POR LUIZ OOSTERBEEK



EVOLUÇÃO DA ESTATURA ADULTA EM POVOS QUE HABITARAM O

TERRITÓRIO PORTUGUÊS DESDE O NEOLÍTICO, POR HUGO F.V.

CARDOSO & JOSÉ E.A. GOMES



ARMANDO DA SILVA CARVALHO: PRIMO DE ALEXANDRE O’NEILL?,

POR CARLOS NOGUEIRA



A SÁTIRA NA POÉTICA E NA POESIA DE JORGE DE SENA, POR CARLOS NOGUEIRA



DA OBRA INSTALADA AO ESPAÇO OCUPADO O CASO UNILEVER

SERIES (TATE MODERN, LONDRES), POR FERNANDO JOSÉ PEREIRA



O PRAZER DE CONSUMIR, POR ISABEL CRUZ

FRAGMENTOS CONTINGENTES DO BLOCO-NOTAS DE UM NÓMADA,

POR VÍTOR OLIVEIRA JORGE



DOSSIER O TEMPO E A MÚSICA


A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE UM ARTISTA – O TEMPO E O

PODER DO SAGRADO NOS DONS DA CRIAÇÃO MUSICAL, por

HENRIQUE LUIS GOMES DE ARAÚJO


BREVE NOTA DE APRESENTAÇÃO DE MÚSICA E LETRAS BARROCAS

NA EUROPA E NOS ANDES. ENSAIO DE ANTROPOLOGIA SOCIAL. DE

RAUL ITURRA REDONDO (lembrando uma realização conjunta da SPAE

e da APA), por HENRIQUE LUIS GOMES DE ARAÚJO


LUIZ COSTA, UN MUSICIEN À L’AUBE

DU 20ÈME SIÈCLE, por BRUNO BELTHOISE




RECENSÃO. A evolução do Darwinismo, António Bracinha Vieira, Editora

Fim de Século, Lisboa 2009, por PAULO GAMA MOTA

RECENSÃO, Do Aforismo à Alumiação: variações sobre os epífanos

“acendimentos” da poesia de Vítor Oliveira Jorge* por FÁTIMA VIEIRA




SEMINÁRIO DE ETNOMUSICOLOGIA


Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (SPAE)

Instituto de Etnomusicologia: Centro de Estudos em Música e Dança. Universidade Nova de Lisboa

SEMINÁRIO DE ETNOMUSICOLOGIA

Museu Nacional Soares dos Reis

Porto, 7 de Novembro de 2009

A Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (SPAE) e o Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com o Museu Nacional Soares dos Reis, organizaram no Sábado 7 de Novembro de 2009, um Seminário de Etnomusicologia, seguido de uma Conferência da Prof.ª Salwa Castelo Branco, presidente do referido Instituto, intitulada:

Etnomusicologia: percurso histórico e tendências actuais”.

O Seminário decorreu no Museu Nacional Soares dos Reis, Porto.

Programa

10h00 – Recepção dos participantes

10h30 – 13h00 – Seminário de Etnomusicologia

Maria do Rosário Pestana "A Comissão de Etnografia e História do Douro Litoral: etnografia, museologia e performance musical na construção do Douro Litoral"

Susana Sardo "Situar as Memórias - Novas formas de encontro com a tradição no quadro dos Ranchos Folclóricos em Portugal"

Maria de São José Corte-Real "Música e Educação numa Perspectiva Etnomusicológica"

João Soeiro de Carvalho "A experiência transcultural na música: Relatividade e Alteridade"

Jorge Castro Ribeiro "Batuku sta na moda: dinâmicas transnacionais da música cabo-verdiana"

13h00 – 14h30 – Almoço no Museu.

14h30 – 16h00 – Seminário de Etnomusicologia: Debate e Conclusões.

16h00- 16h30 – Pausa Café

16h30 – 18h00 – Conferência seguida de Debate. Aberta ao público.

Salwa Castelo-Branco “Etnomusicologia: percurso histórico e tendências actuais”

18h00 -18h30 – Porto de Honra. Momento musical. Encerramento.


Registamos com agrado o sucesso deste evento, e agradecemos ao Museu Soares dos Reis a excelente colaboração prestada, numa parceria que desejamos prosseguir.




Conselho redactorial dos "Trabalhos de Antropologia e Etnologia" (2008-2010)

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Preâmbulo do vol. 49, 2009, dos TAE

PREÂMBULO


Como se sabe, os “Trabalhos de Antropologia e Etnologia” são uma revista anual que, partindo da antropologia (social ou cultural, como se queira) como matriz, tem, desde há uns bons anos a esta parte, uma linha editorial assumidamente

interdisciplinar e, sempre que possível, multidisciplinar.

O objectivo é obviamente o de promover o esbatimento de barreiras entre as várias ciências sociais e, mesmo, entre estas e as “humanidades” em geral, se é que esta palavra tem algum sentido para cobrir tudo quanto se refira ao conhecimento do ser humano e, por conseguinte, também das suas actividades expressivas e estéticas que, habitualmente, designamos “artes”. E isto apesar de estarmos num momento de grande agitação problemática, de “mudança da história” em muitos sentidos, desde que nos inícios do séc. XX as características da modernidade, tal como o séc.

XIX as tinha implantado (e com elas as ciências sociais, obviamente) entraram em crise, que hoje se adensa em tantos sentidos que é praticamente impossível fazer o seu balanço.

Todos fomos educados num sistema em árvore, de afunilamento progressivo no sentido da especialização. Saber fazer alguma coisa bem, ou saber algo bem, era ter um “emprego”/”ocupação” assegurados. E portanto ocupar um nicho próprio numa economia de identidades estáveis. Essa época é hoje passado. Mas nesta espécie de confusão em que nos encontramos, novas linhas e ambientes de informação, de intercâmbio, de cruzamentos, de problemáticas totalmente inéditas na história se nos deparam, e nos desafiam. As tecnologias, sabemo-lo bem, não são meios novos para difundir conteúdos minimamente estáveis, domínios científicos com objecto próprio, incluído dentro de muros disciplinares. Elas criam realidades jamais vividas antes por outros seres humanos que até certo ponto assimilamos a nós, e que queremos conhecer, para nos conhecermos, para nos orientarmos nesta turbulência, típica do capitalismo tardio, sistema que saltou por cima das barreiras de controlo dos Estados e mesmo do embrionário “direito internacional” para nos colocar numa situação de espanto quotidiano.

As “sociedades científicas” como a que publica esta revista faziam mais sentido no séc. XIX ou nos começos do séc. XX do que hoje, onde as formas de encontro e de divulgação do que se pensa e investiga são já completamente distintas.

Mas, é possível renovar “por dentro” o antigo, um pouco à semelhança da arquitectura, em que (ao contrário do que tanto se faz em Portugal), a ambiência dos sítios se mantém, modernizando-se as suas “funcionalidades”. Isso é desejável. E é nesse diálogo, que julgamos fecundo, porque recolhe, transforma, e dinamiza uma herança, em sentidos múltiplos, que se pode gerir um património, não deixar morrer espaços que, se foram reactivados, ainda continuam a ter uma missão, se bem que modesta, a cumprir.

Assim o compreendam aqueles de quem depende este espaço de manifestação cultural, os sócios da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, os leitores da revista, e as entidades que nos acolhem (Universidade do Porto) e apoiam.


Vítor Oliveira Jorge

Porto, Março de 2009



Este volume da revista foi apoiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)