segunda-feira, 16 de junho de 2014

Eleições de 5 de Julho de 2014


Até agora, apresentou-se a seguinte lista candidata às eleições para os corpos sociais da SPAE no triénio de 2014-2016, designada lista A




SPAE
Eleições 2014-2016
Lista A

Assembleia Geral

Presidente – José Manuel Pinto Varela – Técnico superior da C. M. Matosinhos

Secretários –

Ana Paula Fitas – Doutora em Estudos Portugueses, Coordenadora do Centro de Estudos do Endovélico

Tiago Batista Gil – Aluno do Mestrado em Arqueologia e Território da FLUC; colaborador permanente dos TAE online

Direção

Presidente – Vítor Manuel Oliveira Jorge – Prof. da FLUP aposentado

Vice-Presidente – Álvaro Campelo Pereira- Prof. da Univ. Fernando Pessoa

Secretário – António Manuel dos Santos Pinto da Silva- Técnico superior da Câmara Municipal do Porto

Tesoureira – Susana Lage de Carvalho – Mestre em História e Património pela FLUP; empresária

Vogais:
António Alberto Huet de Bacelar Gonçalves – Técnico superior da FCUP aposentado

João- Heitor Rigaud – Doutor em História pela FLUP e Músico; Prof. do Conservatório de Música do Porto

Ana Maria Cameirão Leite da Cunha- Técnica superior da DGPC - aposentada

Vogais suplentes:

Maria de Jesus Sanches – Profa da FLUP

Maria Isabel Luna- Técnica superior da C. M. Torres Vedras

Conselho Fiscal

Presidente – Sérgio Emanuel Monteiro Rodrigues – Prof. da FLUP

Secretários –

Ana Margarida Vale – Bolseira de pós-doutoramento da FCT; doutora em Arqueologia

Margarida Santos Silva – Professora do Ensino Secundário
 

ANTROPOLOGIA – AINDA É PRECISA ?







ANTROPOLOGIA – AINDA É PRECISA ?
PALESTRA
VÍTOR OLIVEIRA JORGE 
26 DE JUNHO DE 2014 ÀS 17:30
ANFITEATRO -120 DO EDIFÍCIO FC3 DA FCUP








A antropologia – essa imensa nebulosa de disciplinas que se propõem estudar “o homem”, tanto nos seus aspectos ditos “físicos” como nos ditos “culturais” - nasceu e desenvolveu-se intimamente ligada à “descoberta” do “outro” no espaço, assim como a “pré-história” (e de uma maneira geral a história e a arqueologia, evidentemente) visaria descobrir e explicar o “outro” no tempo. Essa “descoberta” da antropologia não era um conhecimento puramente “desinteressado” (mas haverá tal conhecimento, apesar de todas as ciências muitas vezes se quererem apresentar como sendo motivadas primeiro que tudo por uma pulsão de conhecimento, por uma curiosidade “natural” ao ser humano... ?). Na verdade, está intimamente ligada à expansão ocidental pelo mundo, ou seja, às primeiras formas de colonização...e, de certo modo, depois, de mundialização/globalização, na medida em que esta, ao produzir mestiçagens e diversidades de todo o tipo, as tende a criar como “variantes” de um sistema holístico, integrador. É certo que a antropologia, depois de ter inventado o “selvagem”, ou “primitivo”, passou a tratá-lo como subdesenvolvido, ou como “em vias de desenvolvimento”, ou de outras formas mais benévolas; mas tendeu sempre a criar diferenças (leia-se hierarquias) pelo simples facto de olhar para o outro, de o tornar um objecto de estudo: fosse ele um habitante da Papua, fosse ele um mediterrânico visto como um representante de uma “Europa do Sul”, fosse ele, mesmo, o vizinho de bairro, desconhecido e, até certo ponto, imprevisível, sobretudo se a sua imagem saísse de padrões mais habituais ou difundidos pelos média e pelos ditames do consumo.
Numa sociedade pós-colonial, multicultural, e onde os Estados têm um papel soberano relativamente reduzido (por estarem integrados em formações supranacionais), mas onde recrudesce a xenofobia, o racismo, o nacionalismo primário, qual o papel da antropologia? É certo que muitos dos povos antigamente colonizados enviaram os seus quadros para universidades ocidentais, e muitos deles se formaram em antropologia, lançando sobre nós, qual boomerang, o tipo de olhar (entre o espantado, o curioso, e o paternal) que dantes nós lhes tínhamos dirigido. É certo que enquanto a antropologia perdeu a sua inocência (se é que alguma vez a teve), também alguns dos formados no ocidente, ao voltarem às suas raízes, percebem o contraste entre o que certas teses de doutoramento dos seus antecessores “brancos” contavam, e o que era e é a realidade complexa e movente dos seus países e povos. Porque nós, ocidentais, querendo contrastar as sociedades frias, da história lenta, com as quentes, as nossas, as do progresso (em que o século XIX tanto acreditou, e que tanto descambou com as atrocidades do século XX...), as da história viva, no fundo desejámos fazer do outro um “retrato fora do tempo”. Não é casual que a fotografia e depois o documentário tenham sido grandes aliados da antropologia.
E agora? Quando a própria Europa e o Ocidente se veem a braços com novas crises estruturais (dependentes de um quadro global, evidentemente), e se dá a emergência, a sul, de novos colossos, como a China, qual o papel da antropologia, se é que ainda serve para alguma coisa?... O que é certo é que continua a despertar bastante interesse por parte dos mais jovens, e que os quatro As de um  grande autor inglês como Tim Ingold – Antropologia, Arqueologia, Arte e Arquitetura – ainda parece fazerem algum sentido como áreas articuladas entre si. Mas nada está ao abrigo de controvérsia nem há nenhum pensamento que escape à “pulsão crítica” da contemporaneidade. Esse é, creio, o que tem de melhor um saber que nos faça felizes: rever-se constantemente, e encarar o outro, a perspectiva do outro, sempre com um sentido de hospitalidade, de fraternidade, de cosmopolitismo sem hierarquias.






Nota biográfica:
Vítor Oliveira Jorge foi docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto a partir de 1974 (professor catedrático desde 1990), e aí fez quase toda a sua carreira universitária. Aposentou-se em 2011, sendo investigador do CEAACP - Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património. A sua área de especialização é a arqueologia e pré-história, mas promoveu muitas realizações interdisciplinares sobre temas transversais.








terça-feira, 10 de junho de 2014

Sócios honorários da SPAE




João Manuel Cotelo Neiva 
José Mattoso
Jorge de Alarcão
Manuela Delgado
Fernando Aguiar-Branco
Benjamin Enes Pereira
Adília Moutinho de Alarcão
Gaspar Soares de Carvalho
Augusto Santos Silva

domingo, 8 de junho de 2014

Assembleia Geral Eleitoral


SOCIEDADE PORTUGUESA DE ANTROPOLOGIA E ETNOLOGIA

Assembleia Geral Eleitoral

Convocatória
De acordo com os estatutos da SPAE, convoco uma Assembleia Geral Eleitoral da associação para o dia 5 de Julho de 2014, pelas 16 horas, nas instalações da Fundação Eng.º António de Almeida (sala 4 da casa-jardim), R. Tenente Valadim, 325, Porto, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS
Ponto único: Eleição dos Corpos Sociais da SPAE para o triénio 2014-2016.

A Assembleia Geral reunirá, com qualquer número de sócios, a partir das 16,30 horas da tarde.

A reunião terá de terminar às 17,30 h, pois a dita sala é-nos cedida, graciosa e gentilmente, pela FEAA, que encerra a essa hora.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,

José Manuel Pinto Varela

A comunicação das listas concorrentes (até ao dia 20 de Junho de 2014), bem como quaisquer esclarecimentos necessários, deverão utilizar o e-mail da associação:
spae.antropologia@gmail.com

Dos Estatutos, transcrevo:
Art.º 20º - É permitido o voto por correspondência, sob condição do seu sentido ser expressamente indicado na relação ao ponto ou pontos da ordem de trabalhos.
Art.º 21º - Cada sócio pode representar, por delegação, outro sócio, devendo os poderes atribuídos constarem de documento escrito e dirigido ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral.





Assembleia Geral de 5 de Julho de 2014


SOCIEDADE PORTUGUESA DE ANTROPOLOGIA E ETNOLOGIA

Assembleia Geral

Convocatória

De acordo com os estatutos da SPAE, convoco uma Assembleia Geral da associação para o dia 5 de Julho de 2014, pelas 14 horas, nas instalações da Fundação Eng.º António de Almeida (sala 4 da casa-jardim), R. Tenente Valadim, 325, Porto, com a seguinte

ORDEM DE TRABALHOS
1 – Balanço da situação atual da associação
2 – Próximas atividades
A Assembleia Geral reunirá, com qualquer número de sócios, a partir das 14,30 horas da tarde.
A reunião terá de terminar a tempo de, a seguir, se realizar uma Assembleia Geral eleitoral, para o triénio 2014-2016 (ver outra convocatória, por favor), sendo que teremos de abandonar a sala às 17,30 h, pois a dita sala é-nos cedida, graciosa e gentilmente, pela FEAA, que encerra às 17,30 h.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
José Manuel Pinto Varela