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Prof. Doutor Mendes Corrêa.A UNIVERSIDADE E A CIÊNCIA. A CIDADE E A NAÇÃO
Conferência Transdisciplinar
Comemorativa do Cinquentenário da Morte do
Prof. Doutor A.A. Mendes Corrêa (1888-1960)
Faculdade de Ciências e Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da
Universidade do Porto
Apoio: Câmara Municipal do Porto/ Pelouro do Conhecimento e da Coesão Social
Palacete Viscondes de Balsemão (à Praça Carlos Alberto)
6 de Janeiro de 2011
09h30 – Abertura
Intervenções
10h00 – Dr. António Huet Bacelar Gonçalves
Prof. Doutor João Luís Cardoso
Prof. Doutor Armando Coelho Ferreira da Silva
Mendes Corrêa e a etnogénese dos povos do Ocidente Peninsular
Dr. Sérgio Gomes
14h30 – Dr.a Maria José Cunha
Prof. Doutor Rui Centeno
Dr.a Patrícia Ferraz
Prof. Doutora Maria Amélia Ricón Ferraz
Prof. Doutor Fernando Noronha
Dr. António Manuel Passos Almeida
Prof. Doutor Fernando Sousa
18h30 – Exposição bibliográfica
Visita ao Museu de História Natural e outros núcleos museológicos da
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Mais dados:
http://noticias.up.pt/catalogo_noticias.php?ID=6464&intSelectedMenu=4
Maria José Barbosa - doutoranda da FLUP - foto da própria.
Conferência
IMAGEM; REPRESENTAÇÃO E EMANCIPAÇÃO EM RANCIÈRE
A relação entre a potência e o acto, entre o possível e o real, ocupa um lugar cimeiro na história ocidental. Desde Aristóteles que potência e acto se inter-relacionam segundo uma dialéctica de oposição e vinculação. Sem desvirtuar esta representação, é nossa pretensão desviar o foco de análise para a experiência da impotência e sua relação com a acção. Partindo do conceito rancièriano de sensível partilhado, ensaiaremos pensar sobre o complexo processo de captação de imagem e sua conversão em representação. Algo acontece no encadeamento de imagens que actualiza a própria imagem e transforma um acontecimento sensível num Outro. Da experiência da textura do sensível de um Outro acontecimento ao poder individual de associação e dissociação face à imagem que se impõe, tentaremos pensar sobre a possibilidade de cada um, enquanto espectador, desarticular o real e, consequentemente, de se emancipar.
Contudo, dada a complexidade do assunto, e sendo resultante de uma primeira aproximação, parte do que se exporá terá um cunho meramente provisório e “ensaístico”.
Maria José Barbosa
Doutoranda em Filosofia na Faculdade de Letras da UP.

