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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Novo suporte dos TAE a partir de 2012 inclusive




Os TAE (Trabalhos de Antropologia e Etnologia), a partir de 2012 inclusive (vol. 52), passarão a ser publicados apenas de forma electrónica.

Recebem propostas de artigos inéditos e de qualidade, quer analíticos, quer de carácter mais problematizante, sempre interdisciplinares de preferência, em qualquer momento do ano. Os artigos aceites para publicação que não forem publicados em 2012 sê-lo-ão no número do ano seguinte.
Cada número terá à volta de 104 páginas como máximo.

Por isso, se tem um bom artigo para publicar, contacte-nos desde já...








quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Novo volume dos TAE







A ser lançado na FLUP, dia 23 de Novembro de 2011, sala de reuniões, às 18 horas em ponto, na anunciada conferência do Prof. Bernard Stiegler!


A sua presença é importante, a apoiar-nos. E cremos que é útil para si!




quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Trabalhos de Antropologia e Etnologia


Revista Trabalhos de Antropologia e Etnologia (TAE)
vol. 51, 2011

os TAE 51, de 2011, serão lançados brevemente no momento da anunciada conferência do Prof. Bernard Stiegler, na FLUP, dia 23 de Novembro de 2011, às 18 horas em ponto, na sala de reuniões.

domingo, 16 de outubro de 2011

TAE 2011, vol. 51 (no prelo)

PREÂMBULO

Quando falamos de ciência, assim só, pensamos logo nas "ciências duras" ou "exactas". Lamento estas compartimentações do saber especializado que herdámos e que se perpectuam. Em relação àquelas ciências, o meu único sentimento é de ignorância e de curiosidade. Mas uma curiosidade intimidada, ou dupla ignorância: é que até ignoro o que ignoro e logo antevejo o esforço imenso de, agora, sair dessa ignorância. Não porque deseje abarcar o todo, ou reduzir tudo à unidade: isso não faz obviamente sentido.

Dito isto, e pensando em muitos campos de conhecimento que não tenho, que não domino, como autênticas "florestas" onde precisaria de guia, de um guia permanente, e de um tempo de que já não disponho (estando assim amputado na minha experiência de forma radical), gostaria apenas de exarar o óbvio: qualquer campo de conhecimento é uma invenção do homem. Como tal, um produto histórico e contingente. Há portanto que evitar a pública e ingénua incensão da "ciência" como religião.

Porque vivemos milénios debaixo das religiões (que não eram opções, é nesse sentido que falo) e depois conseguimos construir a racionalidade científica, e porque as religiões nos oprimiram e em nome delas se liquidaram e liquidam milhões de seres humanos, e porque as ciências nos aumentam conforto e desenvolvem conhecimentos fascinantes e tecnologias muito úteis (na verdade, criando novos mundos, acrescentando realidade), há uma certa tendência popular e também tecnocrática a divinizar a ciência, o que é uma perversão. A ciência é maravilhosa sem precisar de ser religião.

Assim sendo, e assumindo a pequenez do meu ponto de vista (a de um arqueólogo que mesmo de arqueologia pouco sabe... mas o que seria saber muito? o saber das enciclopédias não interessa como fim em si) sobre o mundo, coloco-me do ponto de vista de quem conhece, de quem fabrica o conhecimento. E esse é o ser humano. A minha área prioritária é assim entender o processo de conhecimento por parte do ser humano, a verdade a que este aspira, e não a Verdade em si, a que aspiram as religiões.

A racionalidade, ligada à ideia de objectividade (distância entre um sujeito observador e um objecto observado, a partir de um conjunto de regras mutáveis mas em cada momento sancionadas por uma comunidade científica) é assim uma criação humana, e como tal põe-se-me (a mim, falo só de mim, mas julgo que muitos leitores dos TAE se identificarão com isto) como prioridade perceber o que permitiu a eclosão da ideia de ser humano (o "homem"), a ideia de natureza, a ideia de universo, a ideia de mundo observável, de experiência, etc. Ou seja, preciso de perceber que fenómeno é este, tão contingente, da própria crença em que assenta a objectividade.

A ideia de objectividade é um produto histórico, como qualquer outro conceito ou paradigma, ou ontologia. Não é uma realidade intemporal, não se pode ver como "o olhar de Deus". Deus é a nossa ilusão fundamental, de que temos de nos descartar porque é um écrã que tapa o mundo, e a “paixão do real” do mundo é própria do nosso tempo. Por isso a Igreja sempre reagiu à ciência, à racionalidade (de formas mais ou menos ostensivas ou sofisticadas, sempre procurando degluti-la teologicamente), porque qualquer religião se sabe ameaçada pela ciência. A ciência, pelo menos tendencialmente, baseia-se na fé no conhecimento humano, totalmente afastado de Deus, totalmente apartado da ideia de uma explicação última e transcendente.

E nesse sentido a ciência é uma imensa libertação. Não deixemos porém que ela se converta numa nova religião, em algo cujo horizonte é, ou pretende ser/apresentar-se como transcendente, como aliás se quer apresentar o próprio capitalismo, no seu desejo ávido de preencher todo o real pensável e sentível, como se não houvesse uma alternativa, um fora-dele.

Para que nos libertemos (e este nós é a maioria dos seres humanos que não fruem, substancialmente, de qualquer “progresso” em que dantes acreditávamos, situação desumana até à luz da nossa tradição cristã), assumamos que qualquer conhecimento é para a partilha e para a emancipação de todos os seres humanos, e que a necessária especialização é apenas um preço que temos de pagar. Assim, qualquer campo de experiência/conhecimento pode ser bom para se viver dignamente.

Não aceitemos o poder político das ciências "exactas", mas apenas o seu maravilhoso potencial de enriquecimento da experiência e de contributo para a felicidade e bem-estar dos seres humanos. É que esse poder económico e tecnológico, alheio às motivações últimas de todos os grandes cientistas (que, como artistas ou filófosos, têm o amor, o desejo, a pulsão constante da criação, da descoberta, da partilha, do debate, da liberdade), está muitas vezes ligado a uma certa soberba e a um menosprezo dos outros saberes. E, nesse sentido, a "ciência" pode ser uma nova forma de opressão, uma nova religião, um novo ópio, para usar uma expressão famosa.

Assim, a um nível interno, qualquer ciência, como qualquer actividade humana, é uma actividade política e social, feita e reproduzida num contexto determinado, financiada e autorizada (sancionada positivamente) por um conjunto de forças e por um conjunto de postulados/crenças. A ciência é um campo de forças como outro qualquer, com grandes disputas internas e por vezes muito opaco para os que estão de fora, para os não iniciados, iria dizer, para os excluídos. E, dado o sistema da especialização, excluídos somos todos, de algum modo, incluindo obviamente os próprios cientistas de cada ramo. Ninguém tem a voz de Deus.

A ciência constrói-se em comunidade, hoje globalizada, e segundo regras que em geral nem os próprios cientistas controlam, obviamente. Há possivelmente grande circulação de ideias/resultados em certas ciências, mas há também invisibilidade de outros saberes e até menorização de outras ciências, no campo de forças políticas que o capitalismo controla, ou tenta controlar. Há grandes interesses por detrás disto tudo, e só um ingénuo acreditaria numa ciência neutra, feita por uma equipa/pessoa abstracta, situada num espaço de comunicação com os seus pares, e ainda por cima suficientemente bondosa para querer comunicar tudo aos outros.

Qualquer informação implica desinformação; qualquer saber, segredo, a sua outra face. Qualquer proliferação de saber cria novos espaços de ignorância. Há uma economia política dos saberes, da sua fabricação, da sua partilha. Há uma luta para chegar mais depressa, para ganhar mais estatuto, para obter mais crédito, e esse crédito não é só o financiamento, é o capital social e cultural. E os cientistas mais inteligentes sabem que o seu fascínio está em saberem sair de vez em quando do campo especializado da ciência e, como cidadãos comuns, dirigirem-se ao público. A ciência, como a política, não precisa apenas de poder, mas também de glória, eco da antiga religião. Do carisma, ligado hoje à comunicação, aos media, que conformam o espaço público quase totalmente. Do poder difuso no sentido de Foucault, que se insinua como ideologia, quer dizer, como natural, evidente, como não tendo contraditório pensável.

No fundo, muito basicamente, qualquer cientista, como qualquer pessoa, quer seduzir o outro, o outro empírico (projecção de si próprio), e esse elemento transcendental, essa ficção extrema que é o Outro (para usar a terminologia de Lacan), um Outro laicizado, sim, mas ainda com laivos do antigo Deus, o pai de que o ser humano infantil carecia.

Sermos adultos, hoje, significa lutarmos por uma outra repartição/organização dos saberes/poderes, sem a ilusão de alguma vez sermos "Madres Teresas de Calcutá", pois sabemos que a generosidade absoluta é o egoísmo absoluto. O narcisismo não só é legítimo, mas absolutamente constitutivo de cada um de nós, cientista ou não.

Dito isto, e tendo em conta a conjuntura em que vivemos, só faço votos para que este não seja o último preâmbulo dos TAE e para que a revista sobreviva, bem como a SPAE. Apelo a todos os sócios para a sua responsabilidade. Sigam a nossa actividade no blogue e contribuam, trazendo nova vida à associação.

Vítor Oliveira Jorge

Porto, Outubro de 2011




Este volume contou com um apoio da FCT.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

TAE 2011




Recebemos ainda propostas de textos inéditos e de comprovada qualidade científica a incluir neste volume da revista, que estará impresso até ao fim deste ano de 2011.

Contacte-nos!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Apresentação dos TAE 50, 2010





Revestiu-se de grande êxito a apresentação pública do vol. 5o da revista "Trabalhos de Antropologia e Etnologia", onde vêm textos de muita qualidade.

Como anunciado, foi no Centro Unesco do Porto, às 15 horas, de hoje, sábado, 4 de Dezembro de 2010.



Os nossos agradecimentos mais uma vez à Fundação Engenheiro António de Almeida, cuja Administradora, Dra Eugénia Figueiredo, nos deu a satisfação de estar presente!


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lançamento dos TAE 50, de 2010





NÃO SE ESQUEÇA POR FAVOR E SE PUDER COMPAREÇA
!


CENTRO UNESCO DO PORTO
R. JOSÉ FALCÃO, 100

SÁBADO 4 DE DEZEMBRO ÀS 15 HORAS.


ENTRADA LIVRE.


AJUDE A SPAE A SOBREVIVER FAZENDO-SE SÓCIO/A OU ACTUALIZANDO AS SUAS QUOTAS!

DIVULGUE POR FAVOR ESTE BLOGUE...

OBRIGADOS!



domingo, 7 de novembro de 2010

Recensão crítica/apresentação de um livro (2005)






TAE, vol. 46, 2006, pp. 223-226

Creio que o antropólogo e poeta Luis Quintais escreveu aqui uma nótula muito acutilante sobre o meu trabalho.

Clique nas imagens para ampliar - a qualidade delas não é a melhor... é uma digitação directa do texto publicado...


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TAE 50 - 2010 - Sumário

SUMÁRIO

Preâmbulo

Jacques Derrida – O gosto do segredo. Hospitalidade, Justiça e Democracia, por Fernanda Bernardo

O ethos na subjetividade narrativa fios e linhas, por Stella Z. B. C. de Azevedo

Estado de Excepção e Valor de Exposição para uma possível descrição do funcionamento de dispositivos estéticos, por Luís Carneiro

Aperfeiçoar a “raça”, salvar a nação: eugenia, teorias nacionalistas e situação colonial em Portugal, por Patrícia Ferraz de Matos

Mutações genéticas humanas e fluxos populacionais – Portugal e o Mediterrâneo, por Leonor Osório-Almeida

The Dream House of Atreus: Finding Ancient Mycecenae at the Philip Johnson Glass House, por Adele Tutter

Os artefactos e outras cristalizações, por Sérgio Alexandre Gomes

A estratégia primitivista, por Diniz Cayolla Ribeiro

S. Bento do Cando: Uma festa serrana do concelho de Arcos de Valdevez, por José Pinto & Sandra Vieira

Paisagens etno-arqueológicas e culturas regionais – do Endovélico a Mérida e aos Almendres, por Ana Paula Fitas

A pobreza das nossas vivências ou como matamos a experiência, por Claudio Cesar Montoto

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Preâmbulo dos TAE 50, de 2010, aqui antecipadamente publicado





PREÂMBULO

Em pleno auge da crise económica internacional e nacional que nos afecta a todos, e que, por ser estrutural (é obviamente uma crise sistémica mundial), há muito existe e se prevê que continue ou mesmo se intensifique (fazendo perigar tudo quanto é mais frágil, nomeadamente o tecido das pequenas associações que vivem dos seus sócios e de simbólicos apoios) aqui estamos, algo miraculosamente, com mais um número dos TAE. Graças fundamentalmente ao apoio da FCT, a quem muito nos cumpre agradecer. E fazendo um apelo VEEMENTE aos sócios para que cumpram atempadamente com o seu dever de pagarem as quotas, e angariem mais pessoas de interesse para nos apoiarem e connosco colaborarem.

Um volume que me permito considerar excelente, e que, como director da revista, muito me apraz ver sair do prelo. O/A leitor/a dirá de sua justiça, mas estou certo de que concordará comigo.

Também em 2010 tivemos alguns avanços, embora pequenos, mas significativos, na nossa actividade.

Criámos o blogue:

http://sociedadeportuguesaantropologia.blogspot.com/

A todos os sócios ou outros interessados em publicar aqui notícias, trabalhos, comentários, muito agradeço que no-los enviem, para dinamizarmos o blogue.

Por seu turno, a Reitoria da Universidade do Porto, uma universidade com um dinamismo e qualidade que não deixam dúvidas, cedeu-nos finalmente um espaço de 3 salas (sito nas traseiras da Faculdade de Direito da UP) para guardamos e arrumarmos uma parte das nossas publicações e outro espólio. Uma palavra de apreço especial para o Senhor Vice-Reitor Prof. Doutor António Cardoso, como responsável nessa particular decisão, e também para o nosso consócio Dr. António Manuel Silva, que coordenou a “operação” por parte da SPAE. Concretizou-se assim uma antiga esperança, que eu pessoalmente nunca perdi. Apenas falta fixar por escrito as condições, ou seja, formalizar, (d)a cedência desse espaço.

Temos ainda uma nova sócia (Patrícia Ferraz Matos) que está a realizar um doutoramento sobre a figura do Prof. Mendes Corrêa, e a qual, aqui, neste volume, publica um trabalho seu.

Realizámos a habitual Assembleia Geral anual em 19 de Junho de 2010, tendo-se seguido a conferência do meu “velho” amigo e colega, Prof. Tito Cardoso e Cunha (agora na Universidade da Beira Interior) sobre: “Claude Lévi-Strauss: da compreensão do mito à análise do parentesco”. Esta conferência, homenagem ao gigante da antropologia recentemente falecido, foi aberta a todos os interessados, e largamente difundida, nomeadamente entre os elementos da Universidade do Porto. Não posso deixar de agradecer a generosidade com que o palestrante se deslocou ao Porto, e também a cedência graciosa, mais uma vez, da sala do Centro Unesco do Porto, pela Fundação Eng.º António de Almeida, a quem muito devo, pelo seu apoio continuado ao longo de décadas às iniciativas a que me tenho ligado e as entidades em cujo quadro de efectivaram.

Apesar do futuro não ser para ninguém risonho, infelizmente, encará-lo-emos com a coragem habitual, procurando continuar o grande trabalho dos pioneiros da antropologia portuguesa, e, em particular, e pensando a médio prazo, tendo em mente que o ano de 2018, ano do centenário da SPAE, deve corresponder a alguma realização que, embora à nossa modesta escala, seja realmente útil à investigação e ao país. Espero estar vivo (então com 70 anos) para assistir a esse momento, e poder também dar o meu contributo.

Vítor Oliveira Jorge

Porto, Outubro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

TAE 50, 2010







A revista da SPAE, volume 50, vai ser lançada no próximo dia 4 de Dezembro, no Centro Unesco do Porto, R. José Falcão, 100, pelas 15 horas.


Apareça, há a seguir uma conferência promovida pela ADECAP


http://adecap.blogspot.com


e a entrada é livre!

domingo, 3 de janeiro de 2010

TAE anteriores - 2007

(Clique na imagem para ampliar)



vol. subsidiado pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia - Fundo de Apoio à Comunidade Científica

Preâmbulo




A SPAE continuou activa no ano de 2007 e divulgando as suas actividades no meio académico e fora dele.

No dia 18 de Abril realizou uma Assembleia Geral nas instalações do Centro Unesco do Porto, seguida de excelente conferência, aberta ao público, da Prof.ª Doutora Marina Lencastre (da Univ. Católica, Porto), sobre o seguinte e estimulante tema: “Do Comportamento Animal e Humano: Que Conclusões para a Antropologia?”. Ali acorreram sócios, estudantes, diverso público, que enriqueceram o debate que se seguiu.

Foi depois feita a apresentação do livro do Prof. Doutor Henrique Gomes de Araújo, vice-presidente da associação, intitulado “Nascimento, Sofrimento, Amor e Morte”, pela Prof.ª Doutora Paula Mota Santos, da Univ. Fernando Pessoa. Esta obra, editada pela SPAE com o apoio da Fundação Eng.º António de Almeida, teve uma tiragem limitada e destinou-se exclusivamente a ofertas. Como o leitor provavelmente já verificou, vem inserto no presente volume dos TAE um texto sobre o livro, da autoria do Prof. Doutor Paulo Castro Seixas (também da UFP).

De novo no mesmo espaço e com o mesmo apoio da Fundação Eng.º António de Almeida (que gere o Centro Unesco, e a quem uma vez mais agradecemos), esta associação leva a cabo outra conferência, desta vez a cargo da Doutora Luísa Pereira, do IPATIMUP, Porto, no dia 24 de Novembro de 2007, às 15 h.

Aquela colega aborda o tema: ” Genes e Artefactos na Evolução Humana”.

Nem tudo porém são boas notícias. Infelizmente, no momento em que escrevo, e tal como há um ano, tenho de referir que o espólio da associação continua empacotado em instalações da Universidade do Porto (R. D. Manuel II, Porto), graças a apoio prestado pela Reitoria nesse sentido, aguardando-se ainda da parte da mesma a indicação de uma solução para se poder dar melhor destino a publicações que podiam estar a ser utilizadas pelos leitores.

Segundo acordo estabelecido com a Universidade, todas as publicações datadas até aos anos 30 do séc. XX ficam em depósito na “biblioteca histórica” da UP, sita nas instalações da Praça Gomes Teixeira, onde agora se encontra a Reitoria. Quanto a obras mais recentes (publicações periódicas obtidas por intercâmbio) uma parte delas (da área da arqueologia) já se encontra há anos disponível (também a título de depósito) na Biblioteca Central da Faculdade de Letras da UP, através de protocolo em devido tempo assinado com o respectivo Conselho Directivo. Esperamos em breve alargar esse depósito, e portanto essa disponibilização de material de trabalho, a outros títulos.

Pedimos aos sócios que, para qualquer assunto, contactem a associação preferencialmente através do meu e-mail, indicado na ficha técnica da revista. É obviamente muito mais eficaz e prático o contacto por essa via do que pelo correio tradicional, o qual apenas (ou sobretudo) continuaremos a usar para envio da publicação aos sócios com as quotas em dia.

Entretanto, apareçam nas conferências e assembleias gerais, tragam novos sócios, contribuam para dinamizar uma entidade que, apesar de todas as dificuldades, é um dos poucos focos da “antropologia social e cultural” no Norte do país. Creio que, mais uma vez, o conteúdo deste volume o comprova. É o 20º tomo publicado na última década... quem repara nisto, na obra feita, no imenso esforço realizado, nas centenas de artigos publicados, e nos ajuda? Não esperamos elogios, mas condições mínimas de trabalho para continuar a servir o país e a editar textos importantes de muitos autores, uns jovens, outros já consagrados, nesta revista. Porém, ela não sobreviverá sem o apoio dos sócios. E recordamos que, pelos Estatutos, a SPAE apenas se compromete a enviar aos mesmos um “boletim”.

Vítor Oliveira Jorge
Porto, Novembro de 2007

TAE anteriores - 2008



vol. subsidiado pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia - Fundo de Apoio à Comunidade Científica



PREÂMBULO



A SPAE tem continuado a procurar ultrapassar um conjunto de condicionamentos logísticos (ausência de um espaço de sede e de um espaço de arrumo de publicações – dentro das instalações da Universidade do Porto a que, pela sua história está ligada – fundamentalmente) que tornam difíceis as suas actividades, problemas a que já fazia referencia nos preâmbulos dos volumes anteriores.

A extrema aceleração da vida, e a complexidade de tarefas que recaem – tal como sobre o conjunto dos cidadãos activos – sobre os “voluntários” que também se dedicam a este tipo de actividade não lucrativa – e no entanto tão importante social e culturalmente – não ajudam à manutenção do espírito de sacrifício que é necessário existir para que uma pequena associação persista; mas em nós esse estado de espírito não esmorece!

No dia 18 de Outubro de 2008 a SPAE realiza duas Assembleias Gerais, sendo uma delas eleitoral (corpos sociais para 2008-2010) nas instalações do Centro Unesco do Porto, seguida de conferência, aberta ao público, do signatário, sobre o seguinte tema: “Arquitecturas em terra do Sul de Marrocos: impressões de uma (breve) viagem”. Ali acorrerão de novo, segundo esperamos, sócios, estudantes, diverso público, por forma a enriquecer o debate que se seguirá, pois a conferência é, como sempre, aberta ao público.

Pedimos de novo aos sócios que, para qualquer assunto, contactem a associação preferencialmente através do meu e-mail, indicado na ficha técnica da revista.

É obviamente muito mais eficaz e prático o contacto por essa via do que pelo correio tradicional, o qual apenas (ou sobretudo) continuaremos a usar para envio da publicação aos sócios.


Vítor Oliveira Jorge


Porto, Setembro de 2008




TAE 49 - índice

vol. subsidiado pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia - Fundo de Apoio à Comunidade Científica



PREÂMBULO


O QUE É O HOMEM? ANOTAÇÕES SOBRE A FRONTEIRA E OS LIMITES

DA HUMANIDADE, POR A. BRACINHA VIEIRA



REPRESENTAÇÕES OCIDENTAIS DA FAMÍLIA E DO PARENTESCO

DIVERSIDADE E VARIABILIDADE DOS TIPOS DE FAMÍLIA NAS

SOCIEDADES HUMANAS, POR ARMINDO DOS SANTOS



UMA PERSPECTIVA DO MORGADIO NO FEMININO EM PORTUGAL, POR

JUDITE MARIA NUNES ESTEVES



EL ARTE DEL ETNÓGRAFO. ALFRED MÉTRAUX Y LOS ˇ

CIPAYA DE CARANGAS DE 1930-1931, POR PABLO F. SENDÓN



VIVER COM LEÕES. A COEXISTÊNCIA ENTRE HUMANOS E

BIODIVERSIDADE NO W DO NÍGER. OS GOURMANTCHÉ, POR JOÃO

PEDRO GALHANO ALVES



O MUSEU DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA DO DOURO LITORAL:

ETNOGRAFIA E MUSEOLOGIA NA CONSTRUÇÃO DO DOURO LITORAL,

POR MARIA DO ROSÁRIO CORREIA PEREIRA PESTANA


FORMAÇÃO, CONHECIMENTO E PROFISSIONALIZAÇÃO: PERS-

PECTIVAS PARA A PRÓXIMA DÉCADA, POR LUIZ OOSTERBEEK



EVOLUÇÃO DA ESTATURA ADULTA EM POVOS QUE HABITARAM O

TERRITÓRIO PORTUGUÊS DESDE O NEOLÍTICO, POR HUGO F.V.

CARDOSO & JOSÉ E.A. GOMES



ARMANDO DA SILVA CARVALHO: PRIMO DE ALEXANDRE O’NEILL?,

POR CARLOS NOGUEIRA



A SÁTIRA NA POÉTICA E NA POESIA DE JORGE DE SENA, POR CARLOS NOGUEIRA



DA OBRA INSTALADA AO ESPAÇO OCUPADO O CASO UNILEVER

SERIES (TATE MODERN, LONDRES), POR FERNANDO JOSÉ PEREIRA



O PRAZER DE CONSUMIR, POR ISABEL CRUZ

FRAGMENTOS CONTINGENTES DO BLOCO-NOTAS DE UM NÓMADA,

POR VÍTOR OLIVEIRA JORGE



DOSSIER O TEMPO E A MÚSICA


A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE UM ARTISTA – O TEMPO E O

PODER DO SAGRADO NOS DONS DA CRIAÇÃO MUSICAL, por

HENRIQUE LUIS GOMES DE ARAÚJO


BREVE NOTA DE APRESENTAÇÃO DE MÚSICA E LETRAS BARROCAS

NA EUROPA E NOS ANDES. ENSAIO DE ANTROPOLOGIA SOCIAL. DE

RAUL ITURRA REDONDO (lembrando uma realização conjunta da SPAE

e da APA), por HENRIQUE LUIS GOMES DE ARAÚJO


LUIZ COSTA, UN MUSICIEN À L’AUBE

DU 20ÈME SIÈCLE, por BRUNO BELTHOISE




RECENSÃO. A evolução do Darwinismo, António Bracinha Vieira, Editora

Fim de Século, Lisboa 2009, por PAULO GAMA MOTA

RECENSÃO, Do Aforismo à Alumiação: variações sobre os epífanos

“acendimentos” da poesia de Vítor Oliveira Jorge* por FÁTIMA VIEIRA




Conselho redactorial dos "Trabalhos de Antropologia e Etnologia" (2008-2010)

(Clique na imagem para ampliar)